A família de José Ruiz Robles casado com Maria Cabello Ponce, partiu de Comares em outubro de 1907, a viagem durou mais de 35 dias, chegando no Porto de Santos com a família completa e seus 8 filhos, seus registros confirmam aqui esse fato marcante da chegada no Porto de Santos no Brasil.
A familia Aragon Gimenes tem data incerta de sua chegada ao Porto de Santos no Brasil e talvez tenha chegado aqui em meados do século XlX, e de sua origem na distante Espanha, só sabemos que partiram de Granada pelo Porto de Málaga.
As duas famílias eram prósperas na Espanha, mas as guerras na Europa atingiram todo o continente e países vizinhos e a vida ficou difícil por lá, forçando não somente essas famílias a partirem de sua terra natal em busca de oportunidades no distante continente americano, optando por se dirigir a América do Sul, especificamente ao Brasil, essa viagem durou mais de 30 dias, e vou detalhar aqui a vinda da família Robles Cabello por ter mais detalhes e registros deles, estes da família materna, vieram com o navio a vapor Les Alpes, e a viagem com muitas dificuldades se tornou ainda mais marcante porque a pequena Encarnacion ( filha caçula dentre 8 filhos) adoeceu e precisou ser escondida para não ser jogada ao mar, sim lembre que qualquer doente a bordo numa viagem tão longa ( mais de 30 dias) tinha o risco de comprometer a saúde de todos, e a pequena ficou escondida por alguns dias e logo melhorou.
Encarnacion, cresce e se torna uma bela jovem, logo seu pai pensa em casa-la com um comerciante bem sucedido mas ela apela ao seu pai dizendo-se enamorada pelo vizinho Antônio Gimenez, seu pai cede a seu pedido e logo se casam, alí por volta de 1920 em Itapira-SP.
A família Aragon Gimenez fica feliz com o enlace de seu filho e logo essa união dá origem de nossa linhagem, a família se multiplica, tendo 8 filhos e filhas no total.
Antonio Gimenez e Encarnacion Robles Cabello se casam em Itapira- Sp
Ambos descendem de espanhóis, Antônio nasceu no Brasil em 1901, e Encarnacion veio da Espanha e cresceu e estudou em Itapira, interior de SP.
Os Gimenes eram altos e robustos, os Robles eram de estatura menor.
Como bons espanhóis eram falantes e tendiam a política.
Com a família grande tudo era uma festa, a família se reunia sempre para celebrar a vida e a fé, eram católicos praticantes e transmitiram seus costumes a seus filhos, todos se casaram de modo a perpetuar os costumes.
Antonio e Encarnacion trabalharam duro para criar os filhos e filhas, e infelizmente perderam uma filha, uma das mais jovens, a Inês adoece com apenas 4 anos de idade . Após esse fato a saúde da matriarca se fragiliza.
Apesar das adversidades da vida o relacionamento do casal se fortalece e sempre se mantém de forma amorosa e respeitosa e se tornam uma inspiração para os filhos e filhas que logo crescem e se casam, formando cada qual a sua família.
como legado o que fica para todos é a união.
O filho José tinha um ditado que segundo ele era espanhol aprendido com seu pai, sempre se referindo a determinação:
“ se Deus quiser que eu vá, eu vou, senão, me torne um sapo”
O relacionamento com todos os filhos era relativamente próximo, mas com as dificuldades e limitações que havia numa cidade do interior a maioria dos filhos se muda para a capital do estado de SP, em busca de melhores oportunidades, e a primeira mudança para a capital foi do filho Jose, o mais velho dos homens.
capitulo 2 encerrar e conlcuir
Foram no total 8 filhos, todos nasceram em Itapira e 7 cresceram e casaram e também formaram suas famílias.
Izabel a filha mais velha foi a primeira a se casar, ela e o marido se mantiveram na mesma cidade durante toda vida e irmã Amélia também se casou e se manteve na cidade, os demais como citei anteriormente vieram pra capital de SP. Alguns irmãos solteiros e o pai já viúvo por volta de 1962 veio morar num curtiço na região do Ipiranga onde morava José o filho mais Velho já casado com a Deise Pupo e com 2 de seus 4 filhos que já eram nascidos.
Infelizmente a perda da irmã Inês marcou a família, mas também os uniu mais. Porém com a saúde frágil Encarnacion logo se vai também, em 1958 Antônio fica viúvo e 4 filhas ainda eram solteiras e ele resolve junto delas vir para São Paulo capital.
Os Gimenes eram bem altos e fortes e a jeny lembra do tio Henrique dizendo que certa vez ele se envolveu numa briga e ele acabou carregando 2 briguentos nos braços até a delegacia.
jeny e uma das tias mais jovens que nos ajuda a contar essa história sendo considerada nossa memória viva, nos ajudando sempre com suas memórias dos fatos de família.
Em 1932 houve a revolução constitucionalista em São Paulo, fato marcante da história de nosso estado, e Jose (I M) dizia lembrar que militares do exército em passagem pela cidade entraram no sítio da família e se alimentaram com melaço de cana. Não houve um impacto direto na família, mas a presença de militares do exército provocou alvoroço na cidade com certeza, alterando a rotina de todos.
Eu me junto à família em 1989 quando me caso com Admilson Gimenes, filho caçula de José Gimenes e Deize Pupo e tive oportunidade de ouvir algumas histórias contadas pelo próprio José Gimenez( I m)
Como boa ouvinte e curiosa por histórias e fatos de família me disponibilizei a registrar um pouco dessa história de família que tanto me encanta. A tia Jeny fala emocionada que seus parentes espanhóis eram duques e príncipes na antiga Espanha e fala orgulhosa de seus parentes e das histórias que ouvia de seus pais e tios e avós contando que vieram de cidades fortalezas e tinham sobrenomes importantes como os Aragon pelo lado paterno e os Ponce e Robles pelo materno que pesquisando a história recente dos que ficaram na Espanha na região de Comares pra comprovar a veia política da família tem deputados e vereadores na prefeitura local desta cidade e tem até primo que está lá parecido com primo que está aqui como podemos comprovar pela foto que encontrei no Google a semelhança do primo Everson aqui de Sorocaba no interior de SP com o primo filho do deputado Espanhol Manoel Robles
Jose Gimenes se casa com Deize Pupo e tem 4 filhos, o filho mais velho José Antônio Gimenes nasce ainda em Itapira, os outros já na capital, e o caçula nasce em 1964 na casa que a família adquiriu em sp já a algum tempo.
Na região da vila IVG, zona leste de sp capital.
Era uma casa de madeira que eles chamavam carinhosamente de barracão, uma casa de 4 cômodos e piso conhecido como vermelhão que hoje quase não se vê , era cimento queimado pigmentado com pó xadrez vermelho , para abrigar essa família, num terreno grande onde a deixe com muito talento e ajuda dos filhos criou todo tipo de bichos, era praticamente um mini zoológico, tinha coelho, pato, galinha, e ainda tinha abóbora, xuxu, abobrinha, em casa ela fazia como boa aprendiz da mãe italiana, pães macarrão, molhos, e muitas delícias que a ajudaram a manter a família com controle rígido das financas que José tinha, dizendo pra ela que o melhor horário da feira era a hora da xepa, um apelido dado as feiras livres no final do expediente porque tinha as liquidações e ofertas do fim do expediente que atraiam muitos, esse termo era tão difundido que virou nome de novela na rede Globo nos anos 70.
A rua demitiu a ser asfaltada e na frente da casa tinha uma comunidade gigante com muitos vizinhos que se ajudavam mutuamente, depois com a modernidade a comunidade foi transferida para o residencial pro morar, que eram imóveis que faziam parte do programa do governo à época, na vila Sapopemba. O que tinha perto para lazer mas ainda assim não era pra todos era o museu do Ipiranga, que a Jeny só se casar com Nerval que já era morador da região, também se fixa na região, morando no mesmo quintal dos pais e lá nascem os 2 filhos que tiveram o Marcelo e a Claudia, os ótimos da família Armani.
Aqui mais uma vez descrevo a história a partir da linhagem de José e Deize por fazer parte dessa ramificação. Os quatro irmãos estudaram na mesma escola, próxima a residência da família.
Admilson meu marido lembra do primeiro dia de aula na escola em que foi levado pela mãe e onde já haviam passado seus irmãos mais velhos.
Jose antonio e Rosângela eram mais afeitos a estudar já Lúcia e Admilson deram mais trabalho mas concluíram os ensinos.
O material escolar naquela época não era fornecido pelo governo e tinha como hábito passar dos irmãos mais vekgos psta os irmãos mais novos, tendo pouca atualização e mudanças nas grades curriculares, mas nem por isso era menos exigido o envolvimento dos alunos.
Todos os filhos foram bons alunos mas Admilson parou na 7 série e só retornou aos estudos próximo de casar para ter mais oportunidades no mercado de trabalho, e anos depois já casado aproveitou pra fazer também um curso técnico em transação imobiliárias, curso que possibilitou a ele ser gerente de vendas numa imobiliária em 1990 até 1993, quando resolveu mudar de ramo e se tornou chaveiro.
Os filhos de Antônio e Encarnacion eram habilidosos e as mulheres se tornaram boas administradoras do lar da do oportunidades aos maridos para serem trabalhadores diversos, o tio Pedrinho marido da tia Neguita tinha um areiro, na cidade de Itapira, o marido da Amélia era mestre de obras em Itapira e ajudou na construção da casa do José Gimenes em São Paulo, quando resolveu mudar do barracão pra uma casa feita no mesmo terreno, Nerval marido da Jeny tapeceiro, Heraldo irmão de José era o fotógrafo da família mas optou por ser sitiante em outros municípios até formar morada no jardim Iguatemi na zona leste de SP, Miguel marido da Therezinha era metalúrgico em sp capital e depois muda pra Sorocaba, onde a família está até os dias de hoje. Neuza a irmã caçula se casa com José Melo gostava de pescar e sempre trazia peixes de suas aventuras e mora também em São Paulo na zona leste num terreno que ele comprou do cunhado José Gimenes e a família está até hoje por lá. A tia quinha ( maria) se casa com Armando e moraram na vila das mercês .
Todos cresceram na doutrina católica.
E o maior passa tempo da família era se juntar em batizados e aniversários dos filhos que nasceram e dos irmãos que se casaram .
Foram muitas festas de formatura dos primos, os bailes eram comuns daquela época e aconteciam geralmente nas casas e pra variar nos meses de junho haviam as quermesses, as festas comemorativas da igreja católica que essa filharada frequentava.
Outros passeios eram mais raros, como o avô Antônio Gimenes voltou para o interior depois que as filhas se casaram os passeios eram anuais no caminho inverso agora da capital para Itapira para visitar as irmãs, cunhados e sobrinhos e o avô que moravam em Itapira.
Cada família aproveitava dos momentos que surgiam para se encontrarem e celebrar a vida e apresentar mais um membro que havia chegado no último ano, que família gigante. E a novidade foi o nascimento dos gêmeos da tia quinha e tio Armando um casal o Airton e Marilsa.
Em meio a tantos primos e primas claro que tem sempre um mais lembrado por todos e o Marcelo e figurinha carimbada.