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Recanto das Rosas

Origem

Os pais do avô Avelino: José Marcolin e Angela Lorenzini - nascidos em Campinas - SP Os pais da Avó Rosa: Emilio Trevisan - Rio das Pedras - 1898 / Santa Regazzo - Piracicaba - 1899
Pais do avô Avelino: Campinas e Valinhos Pais da Avó Rosa: Piracicaba e Rio das Pedras
Dona Angelina era baixinha e cabelo bem branco Dona Santa era alta e usava sempre vestidos de flanela com manga 3/4 e coque no cabelo
Dona Angelina teve 10 filhos - e dizia que não teve mais pq. fugia do marido Dona Santa teve 7 filhos
Dona Angelina era ativa e viveu com lucidez até os 102 anos Dona Santa de ascendencia italiana, gostava de fazer pães, crostoles e tinha habito de nao viajar no inverno que o dia era curto.

Nos ares da Fazenda

Vô Avelino: 9 irmãos: Maria, Alcides, Tereza, Cida, Iracema, Severino, Angelin, Horácio Vó Rosa: 6 irmãos: Reinaldo, Helena, Vitalina, Terezinha, Matilde
Por parte do Avô Avelino - O Alcides era o irmão mais novo e com quem tinha mais afinidade, chegou a comprar o terreno ao lado do Recanto das Rosas para ficar próximo do irmão. Por parte da avó Rosa - gostava de visitar os irmãos que continuaram morando em Rio das Pedras e Piracicaba, a Matilde a irmã mais nova teve sorveteria e era a alegria dos netos.
Avelino Marcolin nascido em Capivari, SP aos 06 de agosto de 1926 Rosa Trevisan nascida em Rio das Pedras aos 18 de agosto de 1926
Moraram em fazendas até o casamento, quando mudaram-se para cidade
Geralmente havia um armazem dentro da própria fazenda, e a diversão eram os bailes com sanfoneiros que aconteciam nos períodos de entre-safra das plantações e podiam usar o celeiro como salão de festa
Não tenho conhecimento que o Avelino tenha cursado escola, embora soubesse ler e escrever o básico A Rosa conta que estudou até a 4a série, havia uma única professora na fazenda, e ao crescer ajudava ensinar os mais novos.
Única música que tinham acesso eram dos sanfoneiros e cantores de viola forasteiros que passavam pelas fazendas
Enquanto o Avelino gostava de comidas fortes e apimentadas, a Rosa adorava fazer paes e bolos que aprendeu com a mae
Os banhos eram no rio, e o Avelino não gostava muito, lavava as pontas ( pés e mãos ) e molhava o cabelo, assim conseguia enganar sua mãe e se livrar da água gelada. Conta que mudavam constantemente de fazenda, e certa vez chegaram a noite na nova casa e começaram a se coçar, no dia seguinte ele e os irmãos estava todos picados, a casa estava infestada de pulgas.
Casaram-se cedo, aos 21 anos em Rio das Pedras, com o sonho de buscar uma vida fora da roça.

Descobrindo a vida de casado

Após o Casamento mudaram-se para Valinhos na casa da Dona Angelina
Moravam com os pais e os irmãos do Avelino. E a Rosa se queixava que havia muito trabalho, pq. ajudava a Dona Angelina a cuidar da casa.
Avelino estava cansado da vida diária da roça, Rosa esperando a primeira filha, ele decidiu ir em busca de um trabalho na cidade. Levou sua esposa pra morar na cidade. Mas seus pais e irmãos o seguiram, não se acostumaram e o casal enfim pode ter sua própria casinha sozinhos.
Conseguiu um trabalho na fábrica de papelão em Valinhos.
Aprendeu rápido a manusear as máquinas e cumprir a cota diária da sua equipe, foi apelidado de ligerinho
Apareceu um supervisor alemão que não foi com a cara dele e desregulava sua máquina para ele atrasar a cota do dia,
Avelino se irritava e discutia com o supervisor, até o dia que perdeu a cabeça e o ameaçou de morte. Foi demitido no mesmo dia.
Sem muita opção e com 3 filhos pequenos. Mudaram-se para uma cidade maior, a convite de um amigo. Em Santo André começou a trabalhar autônomo como raspador de taco e depois de pintor. Dona Rosa para poder complementar a renda, lavava roupa para fora. E acabou indo trabalhar para família de um dentista, que veio a se tornar sua melhor amiga na nova cidade.
Infelizmente nenhum dos dois contou sobre esse episódio. Sabemos que moravam na mesma fazenda, Fazenda Boa Esperança em Rio das Pedras, e casaram-se a 13 de dezembro de 1947. A Rosa era muito bonita e cobiçada pelos outros colonos, mas se apaixonou pelo Avelino.
Avelino era quieto, de poucas palavras, mas paquerador. Rosa gostava de conversar. Contar sobre sua infância e visitar seus irmãos sempre que podia.
Foram morar com os pais do Avelino, e a Rosa engravidou logo após o casamento, por isso não podia mais ir pro trabalho na roça, e ficou ajudando com a casa.
Tiveram 5 filhos: Nascidos em Valinhos Maria aos 08 de setembro de 1948, Ademir aos 14 de dezembro de 1950 e Ariovaldo aos 16 de outubro de 1952, nessa época por trabalhar na fábrica seus filhos nasceram no hospital. Nascidos em Santo André: Vilma, aos 14 de abril de 1955, e Nivaldo, aos 24 de dezembro de 1958. Esses nasceram com parteira em casa.
Com os pais trabalhando , a filha mais velha Maria ajudava a cuidar dos mais novos.
A vida era bem difícil, os 3 filhos mais velhos começaram a trabalhar cedo para ajudar nas despesas da casa. O Ademir conseguiu entrar em uma faculdade e se formar em engenheiro mecanico. Os 2 mais novos as condições já eram melhores e conseguiram fazer faculdade custeada pelo próprio trabalho

Chegando a alegria

Moravam em Santo André, e na época havia acabado de adquirir uma casa. Sua filha mais velha Maria, recém -casada, usou a indenização da recisão de emprego para ajudar na compra da casa. Os demais filhos ainda eram solteiros e moravam com os pais.
Uma casa de 2 quartos, com uma ampla garagem lateral e um jardim na frente em que Dona Rosa cultivava suas rosas. Aos poucos ampliaram construindo mais 2 cômodos, uma cozinha e mais um quarto para os filhos homens.
O casal e 4 filhos. O tercerio filho logo se casaria.
Dona Rosa nessa época cuidava apenas da casa. Enquanto o marido e os filhos trabalhavam.
A relação era próxima, aos fins de semana sempre havia almoço que reunião os filhos.
Avelino trabalhava como pintor. E Rosa já não trabalhava, por decorrência do trabalho árduo da juventude e primeiros anos de casada, contraiu doença cronica nos pulmoes e por vezes ficava internada.
Aos 44 anos, O casamento da primeira filha, e aos 45 o nascimento do primeiro neto. Aos 57 a filha mais velha comprou uma chácara e aproveitou a oportunidade para se mudar para o interior, enquanto Dona Rosa continuou morando com a filha mais nova e os 2 filhos solteiros. E o visitava quinzenalmente.
Homem de poucas palavras , demonstrava emoção em eventos especiais por meio do choro. Seguida de uma pinguinha. Após ver a filha e o neto. Saiu do hospital e foi até o bar mais próximo comemorar com o genro.
Na mudança para o interior, apenas perguntou ao genro se podia ser caseiro da chácara, nada mais. Durante os próximos 8 anos (até os 65 anos), a vida do casal era assim, cada um vivendo em uma cidade. Avelino com seus cachorros e criações. A vida diária do Avelino era cuidar das plantações e criações. Ao final das tardes parava para tomar uma pinguinha, e às sextas-feiras era em companhia dos colegas do armazém, onde também aconteciam jogos de cartas. Eventualmente também acontecia algum churrasco nas chácaras vizinhas. Mas sua alegria mesmo era a vinda dos netos e se divertir com o 'desconhecimento' deles sobre a natureza e responder as milhares de perguntas, além de ve-los brincar com os cachorrinhos.
Sim, 4 netos e uma neta.
Todos nasceram em Santo André, em ordem de idade, Marcelo, Michelle, Carlos Eduardo, Fernando Henrique e Pietro.
Os netos os visitavam com frequência. O apego com o mais velho, Marcelo, comerciante, sempre foi intenso e vibrava com as conquistas do neto.
Em família não expressava muito, mas mesmo sem palavras o orgulho pelos netos era visível. Já com os colegas de bar, o assunto era sempre os netos.