Biografia de Sandra Regina de Oliveira, mas que deveria ser Figueiredo
meus bisavós maternos se chamavam joaquim dias pereira ele nasceu em 1863 e morreu em 1905 portanto com 42 anos e a minha avó quando ele faleceu tinha 7 anos ele era de diamantina minas gerais um lugar com muitas assim com diamantes com pedras preciosas e ele faleceu em patrocínio paulista já a minha avó bisavó materna chamava emília maria da conceição foi casada com joaquim ela era de franca em são paulo e morava e morreu junto com ele no mesmo ano que ele em patrocínio paulista ambos são de 1863 e morreram em 1905 portanto com 42 anos deixando três filhos órfãos a mais nova com sete filhos com sete anos e eles o que eu sei que se contava muito desses meus bisavós é que eles eram ricos e que quando ele faleceram eles deixaram de herança pedras preciosas para eles para esses três trilhos serem criados esses filhos foram criados pelo vó jerônimo pelo padrinho jerônimo que eles chamavam e pela madrinha que eu não lembro o nome dela eu conheci os dois chegaram a morar com a minha avó marinha em ribeirão preto e a minha avó marinho essa madrinha que era madrinha da minha avó marinha que criou ela era uma pessoa muito brava e fazia aniversário no mesmo dia que eu dia 12 de outubro
dos meus bisavós paternos eu sei muito pouco eu sei que o nome do meu do meu do pai do meu pai né era o mesmo nome dele joão augusto de oliveira e o pai dele portanto meu bisavô era antônio augusto de oliveira e a mãe dele maria cândida de jesus e a minha a minha os meus bisavós paternos para o lado da minha avó eram jerônimo tomás de souza e maria teodora de jesus o que que eu pude perceber dos meus bisavós paternos eu não tenho nada nem a data de nascimento só tenho esse nome que eu descobri pelo family 7 pelo lado dos meus bisavós paternos mas pelo lado da minha avó eu sei que eles morreram um com 85 anos ele né o jerônimo e ela com 89 anos mas todas essas informações eu só tenho pelo fêmea ele certo também na verdade eu convivi muito pouco com essa família paterna porque o meu pai perdeu o pai aos dois anos então e ele não a minha avó casou de novo esse padrasto não tratava bem meu pai então acabou que a gente consequência acabou convivendo pouco com essa família uma característica importante pelo lado dos meus bisavós paternos do lado do meu pai pelo lado do pai do meu pai é que eles eram negros eu não sei nada deles não sei se era a mãe do meu pai quer dizer a mãe do pai do meu pai que era negra o pai o ambos eu não sei nada disso e tenho muita vontade de saber e eu até pedi para o meu irmão fazer um teste de dna para a gente ter uma ideia das origens deles e eu tenho muito pouca possibilidade de saber desse ramo da família porque eu não tenho contato
bom meus avós maternos é mais fácil a minha avó materna chamava maria dias pereira depois de casado ela chamou maria dias de figueiredo ela nasceu em 1898 ficou 7 anos e morreu em 93 com 94 anos eu convivi muito com esta avó foi a única avó que eu tive um contato muito grande porque primeiro que quando ela tinha a casa dela eu conheci as duas casas duas casas que ela morou uma que tinha um quintal muito grande assim com cajueiro limoeiro era uma coisa quase que rural dentro da cidade e onde eu convivi com muitos primos depois ela morou na mesma rua que a rua campos sales em ribeirão preto mas uma casa menor e depois quando ela ficou mais velhinha que ela não pôde mais ficar nessa casa porque a minha tia que morava com ela casou e mudou de cidade e ela veio morar na casa da minha mãe e ela morreu na casa da minha mãe a minha avó maria a gente chamava ela de mariinha com dois is e ela fazia um famoso frango a molho pardo ela era muito pequenininha bem baixinha mesmo acho que ela calçava 32 ou 33 ela tinha uma corcunda assim uma uma corcunda assim nas costas e ela era muito gentil uma pessoa muito gentil muito quietinha eu lembro de um vizinho assim mas era uma pessoa muito muito gentil e todos os filhos dela são pessoas desse jeito tirando meu tio paulo que já era mais extrovertido todas são pessoas muito discretas muito boas muito generosas o meu avô materno chamava mário cícero de figueiredo é dele que eu herdei a herança de ser uma judia ser fadita descendente do que eu tô conseguindo provar que sou descendente de ser fadita portugueses pelo antônio bicudo e vicente bicudo o meu romário quando ele morreu em 67 a 75 anos 1967 a 75 anos eu tinha 6 anos e eu me lembro dele uma pessoa muito bonita os olhos muito azuis uma pele muito clarinha e uma pessoa assim muito um jeito muito bom muito generoso o que eu tenho de curiosidade da vida dele é que ele foi uma pessoa que não teve nem um pouco de sorte na vida assim profissional dele ele primeiro teve com o dinheiro da minha avó que minha avó tinha dinheiro minha avó materna que herdou dos pais eles tiveram uma madeireira e essa madeireira pegou fogo e na época não tinha seguro então ele já começa assim perdeu tudo o que fez com que fosse a minha mãe que fosse o arrimo de família deles minha mãe é que trabalhava com uma máquina de costura para poder ser a pessoa que mais sustentava a casa e que conseguiu dar ela mesmo não teve diploma mas ela conseguiu dar um diploma para todos os irmãos dela mais novos depois o meu avô teve junto com os filhos uma fábrica de doce que foi ao mesmo tempo uma fonte de sustento da família uma fonte de união da família mas também uma fonte de desunião porque algumas pessoas saíram da sociedade algumas se sentiram prejudicadas e enfim foi e eu me lembro onde ficava essa fábrica essa fábrica ficava em ribeirão preto na rua camilo de matos eu me lembro do prédio existe até hoje pertence ao meu a família paca que era do meu tio paca paca é com p maiúsculo e dois cês taca e enfim então eu me lembro muito bem do meu avô outra coisa do meu avô é que ele teve hanseníase e conta se uma coisa muito triste porque ele foi para bauru obrigado pelo estado aí para baru bauru minha irmã disse que o estado veio sei lá parte da saúde veio para na casa da minha avó quebrou todos os pratos quebrou hanseníase isso é uma coisa que marcou muito a minha família e ao mesmo tempo mostrou quantos genros dele eram muito bacanas e iam visitar eu sei que meu pai ia visitar com meu tio paca e provavelmente algum outro tio materno meu enfim e essa é a história e o que mais me marca também dos meus avós sobretudo meu avô paterno é que ele era uma pessoa sábia e uma pessoa que tinha muitos provérbios então a minha mãe repetia muitos provérbios do tipo assim sua alma sua palma enfim tem coisas sempre eu ouvi provérbios de uma coisa assim de sabedoria mesmo sendo de gente simples que veio do lado do meu avô materno e até da minha avó paterna porque da minha avó materna porque tem histórias bem fortes e eles tinham por bem dizer que aquilo trazia má querência e que era para colocar uma pedra em cima daquele assunto
bom os meus avós paternos eu conheci a minha avó paterna chamada mariana clara de jesus ela morreu com 71 anos eu a conheci e ela e foi no enterro dela eu não gostava da minha avó confesso porque eu achava que ela tinha um trato com meu pai que eu nunca engoli minha irmã lu defende muito ela disse que ela era uma pessoa muito trabalhadora e tal mas como meu pai chama joão augusto e ele tem um irmão chamado joão batista eu sempre fiquei muito com o pé atrás porque colocar dois filhos chamado joão eu já acho que é não dar muita prioridade para o primeiro joão que é o meu pai é a minha eu sei que o meu pai minha avó teve dois filhos uma chamada maria e o outro chamado joão que é o meu pai e ela ficou viúva quando meu pai tinha dois anos e a outra filha tinha um ano então ela quando ela ficou viúva o marido morreu com 29 anos ela devia ter também ela tinha menos ainda né ela era bem mais bem mais nova que ele então não sei exatamente sei que ela casou de novo e o cara com quem ela casou de novo que chamava josé correia eu acho foi um cara muito mal para o meu pai e para minha tia maria então o meu pai acabou sendo criado pela avó dele que eu imagino que seja a avó materna meu pai tem muitas histórias engraçadas por essa avó então eu acredito que eu sou o mais grata a essa avó que eu nunca vi que deveria ser chamado que se chama maria teodora de jesus morreu com 89 anos e o meu pai conta histórias muito engraçadas porque eles eram da roça eles eram lavradores e o meu pai ia para roça desde os 5 anos de idade eu acho e enfim então eu sou muito mais grata a essa maria teodora que criou meu pai do que a mariana clara que era a minha avó já o meu avô joão augusto de oliveira que é o nome do meu pai eu não sei nada sobre ele nem meu pai sabia porque quando ele morreu meu pai tinha dois anos e é tudo que eu sei eu só sei o nome dele sei que ele morreu com 29 anos e tô vendo aqui que ele era mais ou menos uns nove anos mais velhos que a minha avó então a minha avó deve ter tido meu pai com 18 anos e a minha tia com 19 anos e aí logo em seguida ela ficou viúva
bom meu pai chama joão augusto de oliveira nasceu em são josé da bela vista no dia 27 de março de 1919 e minhas minha mãe chama dulce figueiredo chamava dulce figueiredo de oliveira lá nasceu em patrocínio paulista que na época chamava sapucaí no dia 14 de abril de 1918 portanto ela era um ano mais velha do que meu pai
eu acho que meu pai cresceu em franca deu meu pai nasceu nessa cidadezinha numa área rural eles eram lavradores não eram donos de fazenda eles eram colonos digamos e o meu pai foi criado pela avó dele que a mãe casou de novo e o padrasto batia nele então ele foi ser criado pela avó eles moravam na fazenda e quando ele tinha 14 anos ele quis ele pediu para ir morar em franca que era uma era perto dessa cidade e era uma cidade maior e quem convenceu a minha avó dele a deixar ele ir foi o médico que atendia o pessoal nessa cidade nessa zona rural então o meu pai foi para franca ele cresceu em franca onde ele conheceu a minha mãe que também foi para lá meu pai fez ofício de alfaiate a troco de morar eu acho lá e depois quando ele aprendeu e começou a trabalhar com a pessoa que deu pouso e ensinou ele ele depois foi para uma pensão então ele teve uma juventude muito dura e por incrível que pareça depois ele foi muito generoso com a família de origem dele sobretudo com a mãe porque quando ele depois mais para frente ele comprou uma casa ou financiou uma casa tipo essas casas de cohab que é minha casa minha vida antiga e trouxe a vó e os irmãos trouxe a mãe né que era a minha avó e os irmãos e muito embora todos eles dissessem que o meu pai era um cara preguiçoso simplesmente porque ele era um cara que não queria viver na roça e minha mãe cresceu um patrocínio paulista depois foi para franca não sei exatamente quando eles foram para franca ela foi uma pessoa muito importante para família dela porque ela era a mais velha de 8 irmãos um morreu muito criança e em relação as outras seis irmãos dela ela foi tudo para eles porque ela com uma uma máquina de costura que eu acho até que eu possua essa máquina na minha casa ela costurou fez costuras finas e deu estudo para todos os irmãos todos os irmãos dela são formados em alguma coisa técnica um é agrônomo o outro era inspetor o outro era escolinha industrial as outras eram professoras então todo mundo teve um diploma de escola técnica menos a minha mãe e ela foi uma costureira que fez vestido de noiva fez lingeries porque na época não existia nada industrial então quem tinha quem fazia lingerie e eram as costureiras e ela costurava muito bem e imagina eu era né meu pai era alfaiate minha mãe era costureira então eu tive roupas muito bonitas
bom a minha mãe era uma mulher bonita quando ela jovem que eu não conheci quando eu nasci meus pais tinham 44 e 43 anos minha mãe é mais velha que meu pai mas a gente vê pelas fotos que ela era uma mulher bonita branca não muito alta cabelo bem lisinho eu quando já conheci ela pintava o cabelo ela já tinha assumido os cabelos brancos o meu pai era um cara de 1,73 m 74 mas ele tinha um porte ele era um cara que tinha um porte um jeito assim fino e ele era mais para moreno tanto que eu herdei a cor da pele dele acho que quase todos da minha casa herdaram e eu sei que ele era filho de alguém negro na família dele então ele era alguém assim bem pardo ou mulato de cabelo bem grisalho e meu pai não era bonito e ele tinha uma cicatriz bem feia no nariz que cortava né que o nariz muito grande e uma cicatriz que cortava o nariz dele mas você vai ver pela personalidade dele que é a simpatia dele compensava qualquer coisa que não fosse bonita no meu pai
bom o meu pai era de uma personalidade totalmente assim extrovertida ele era uma pessoa que até me emociono de pensar porque eu sei lá dei muito trabalho para ele e critiquei muito ele por posições políticas e por muitas coisas mas depois de adulta eu fui entender como meu pai era uma pessoa especial meu pai tinha uma personalidade extrovertida dizia que ele dançava de domingo a domingo e minha mãe não gostava de dançar então não foi lá que ele conheceu ela e o meu pai tinha um bom humor invejável ele teve uma vida muito dura mas ele jamais comentou essa questão da vida dura dele de uma maneira assim que é chorosa chorosa queixosa ele sempre contou com muito amor ele contava dos amigos dele da pensão que não tinha sífilis ele contava que eles aprontavam então ele sempre contou da vida dele com muito bom humor e eu acho que ter bom humor é uma coisa que muda a sua vida mas eu só fui entender isso muito depois além de ser uma pessoa bem humorada extrovertida ele era muito inteligente eu acho que ele tinha uma inteligência bem acima da média ele foi muito perspicaz porque ele exigiu dos filhos dele ele percebeu que o que fazia a diferença naquela época era não ter estudo então ele exigiu que a gente estudasse faculdade e que a gente estudasse um instrumento musical meu pai tinha muito bom gosto para roupa muito bom gosto para sapato muito bom gosto para música enfim ele era uma pessoa muito diferenciada e a minha mãe tinha uma e tinha assim muitas amizades ele era uma pessoa simpática bacana fazia amizade muito carinhosa enfim apesar de ser ele tem uma fama de bravo sobre tudo quando eu era pequeno pequena ele era uma pessoa extremamente simpática cheia de amigos a minha mãe tinha uma personalidade eu diria oposta do meu pai mas muito generosa minha mãe era uma pessoa quieta calma sábia sempre na dela não era extrovertida como meu pai não gostava de dançar eu fui a maior companheira de dança do meu pai eu sei que meu pai conheceu minha mãe parece que na varanda da casa dela assim ele viu ela na varanda da casa dela e passava lá para ver outras vezes e foi assim que ele se conheceram e a minha mãe era uma pessoa que a vida toda foi assim muito trabalhador extremamente trabalhadora e mas sempre muito quieta muito calma muito na dela eu até brinco que não era nem possível a gente fofocar com a minha mãe porque ela era uma pessoa muito reservada que ela herdou da família da mãe dela bom meus pais eram religiosos minha mãe tinha sido filha de maria meu pai tinha sido filha de mariana depois que quando ele se conheceram eles eram ambos católicos casaram na igreja mas ele se tornaram espíritas e eles contam que tudo mudou na vida deles depois que ele se tornaram se tornaram mais calmos mais compreensivos independente dessa questão religiosa eles eram pessoas de valores muito fortes de muito honestidade meu pai era um cara que dizia para gente que a gente precisava ser um bom um bom profissional se a gente quisesse ser lixeiro a gente podia ser lixeiro mas a gente tinha que ser um bom lixeiro e eles tinham muito valores assim de integridade de honestidade eles me passaram isso de uma maneira muito forte tinha culto cristão na casa dos meus pais todo domingo eles eles falavam muito dessas histórias espíritas e portanto essas eram a maior crença deles eles eram muito queridos eles eram apelidados de tio joão e tia dulce e tinha muitos amigos sempre foram muito queridos tanto dentro da família da minha mãe e até da família do meu pai quanto por todos os amigos que rodearam eles é por isso os temas eram muito ligados a família e ao espiritismo né e a generosidade a trabalho de caridade eu cresci dentro de muitos centros espíritas de creche de lá de idoso que era isso era a vida deles
o pai era alfaiate no começo depois ele se tornou viajante de calçados primeiro ele era viajante da clark