o que que você sabe sobre seus avós gritem se casou com maria eu vou dizer que gritei eu não sei o sobrenome da vó e eles tiveram vários filhos entre eles a laura gritem farias só sabe quantos filhos eles tiveram 88 filhos daquele casamento daquele casamento porque a maria ela casou mais vezes né durou um ano e o terceiro ele era viúvo e ela já tinha idade mais avançada ela trouxe ele trouxe três filhos e ela ajudou criar os filhos né então a laura casou com meu pai eu nasci eu nas sete irmãos fala do seu pai meu pai é os pais dele os pais do seu pai meu pai é o josé farias e aí o seu josé farias casou com a maria beira ribas e se tiveram um filho que ficou josé vieira farias quantos filhos tiveram vários seus 10 filho mas que sobreviveram foi uma faixa de 88 filhos e a maria vieira farias ela só casou uma vez maria maria ribas só se casou uma vez já se casou uma vez ela viveu até que idade ela se casou mais já os casados se casou com outro viúvo trouxe filhos e ela teve desse casamento ela teve uma filha uma filha filha que é a maria leony farias é conhecida como tia nica e ela morou até o final da vida nos fundos da casa da tia nica né foi a filha que cuidou dela e ela viveu até que idade 94 e o a outra avó a mãe da sua mãe ela morreu ela devia até que idade 80 e elas assim além de cuidar da casa elas fazem alguma atividade maria ribas cuidava muito bem da casa dela era um brinco são todos encerado brilhando flores na mesa toalhas comida pronta sempre quando ele chega a maria vieira ribas ribas a madrinha né a mãe do seu pai a mãe maria gritem maria grita era bem caprichada ela e o avô ficaram madrid e a outra mãe do meu pai ela trabalha trabalhava a casa ela era muito assim muitos outros ficavam doente ela ia tomar conta e ajudar a levar remédio e cuidava do parente delas que dois se eles vim vir pra casa ficava ali até o melhoral ou até falecer ficava com ela e ela ajudava muito trabalho social na igreja tinha no centro assim no centro clube de mães e ela ia lá pra fazer tapete da igreja católica da igreja católica muitas vezes fui com ela também eu era companheira dela assim quando ela ia pra missa ela é a missa do ano novo missa de páscoa eu acompanhava ela ia com ela longe assim quilômetros nós andava pra e que que como é que era a relação de vocês assim cuidado de afeto como é que é muito boa assim todo um cuida do outro tudo era perto nós morávamos no mesmo terreno e as pessoas tudo eram vivamos um terreno dividido em três casas e daí tinha um outro parente próximo e então era aquela parente sempre junto os primos brincavam contava piada e brincava de correr as tias depois que limpava a casa não tava na varanda e todo mundo fazer remendo medo nas roupa ou fazer bordado fazer enxoval pra alguém que ia casar quero quantos primos muitos teria e numerá-los né vários primos bem divertida bastante e aprendi os filhos era curioso e aprendi tudo eu e meus irmão aprendemos quase tudo que é coisa de artesanato bordado costura remendo costura nova o que dar até os menino quer curioso ficamos perto dali pra escutar as conversa e aprendi fazer então a vó mais próxima a sua na sua infância adolescência foi avó a mamãe que era a mãe do seu pai maria vieira ribas próxima ela lembra de alguma história minha mãe foi muito tempo e eu era 78 eu tive que ficar aos cuidados dela ali né praticamente nós somos distribuído nas casas e com a vó minha vó fazia fazer serviço assim que eu não que a minha mãe nunca me mandou fazer serviço dele em paixão e ela tinha um casamento tio arthur o segundo casamento dela ir uma pessoa camada ele vivia tava sempre exigindo coisas e fazendo a gente levar com isso pra ele tudo no berro sabe ou então jogava um chapéu nojento eu pegava a bengala e batia assim que a gente buscar logo as coisas não ela via isso deixava isso muitas vezes eles me dar mais quando eu perguntei a primeira vez era só na natureza da relação de você cê disse que era boa que era defeituosa agora falou que ela não ela tava com ele ela era uma pessoa muito ele faleceu umas minha companhia chamava comigo na igreja era mais velha das metas a sua o seu pai era os filhos que ela teve ele era o mais novo era o pai dele descobriu que estava grávida dele e ela era natural de curitiba eu lembro de uma pessoa parecia lembrava alguma coisa indígena assim ela tinha ascendência indígena se tinha muitos traços assim que eu visitei algum locais que tinha ido viu identifiquei pessoas muito parecida com ela com meus primos assim traços ela dizia sempre que era dela assim muito conhecimento um índio natural o que que é o bugre índio só que antigamente mais alguma coisa a mãe da minha mãe coração ela avó chique bonito na sempre se arrumava e vaidosa e a casa dela era um brinco né e as conversas com ela a gente gostava de ir lá pra visitar a vó esses dia falando com as primas pelo facebook nas postando foto dela todas as prima tinha a mesma ideia mesma lembrança de ir visitar a vó a casa cerozi e avó falando de coisas atuais gostava do sérgio reis sérgio reis de silvio santos a princípio é isso tá bom então pode ser que venha mais lembranças
vai lá me fala da sua mãe seu pai meu pai o pai nome dele josé vieira farias e a pessoa simples né assim muito correta corretíssimo mesmo assim né ele não saía do do trilho por nada assim sabe nem pra tem que oferecer acho que o dinheiro não saía tão certo que era e também tinha meio temperamental brabo mas uma pessoa muito correta e criou bem os filhos apesar que pois com a idade eles saíram do caminho os filhos né mas foi até o final assim a pessoa correto e minha mãe a ana laura grita e farias uma pessoa também muito caprichosa muito teve oito filhos eu fui a primeira 18 eu fui a primeira das oito e teve uma morte súbita né faleceu cedo mas foi muito nos criou legal teve todos os a tv as meninas né que ela teve mais duas eu a mais velha depois três irmãos e depois veio a maria pois a andréia simone são as mais novas né mas as mais nova do bastante assim né que ela tinha disposição mas coisas assim tem pra dar faleceu cedo deixou as menina nova ainda com a simone com 12 andré ou vice-versa manda um pouco mais andré conduz né dos anos isso depois disso quantos anos ela morreu 45 meno cinco anos data certa e foi difícil pro meu pai viver sem ela porque eu acho que ela era um braço muito forte pra ele que ele ele acabou perdendo tudo que quase tudo que eles tinham conquistado eles tinha bastante bens né foi indo que foi indo que ele passou até os apertos normalmente depois se recuperou e se estruturou novamente e também faleceu cedo faleceu 60 65 anos 65 né faleceu mais novo do que hoje e quando os últimos anos ele viveu aqui né ele viveu um tempo aqui o tempo que ele tava adoentado a gente trouxe pra mim depois ele voltou pra lá pra curitiba nessa e foi pro sítio daí e do seu pai da sua mãe tem alguma história específica que você gostaria de lembrar curitiba paraná de curitiba leva 4h00 pra chegar lá aí a gente ia visitar os parentes sempre no final de ano ele diminuiu o serviço eu não lembro as datas e ele me levava no colo a mãe levar outro filho no colo pela mão aí íamos daí eu lembro assim a distância que a gente via do do ônibus e com ele no colo e a sensação se da pessoa caminhando com a pessoa no colo gente sempre fica aquela lembrança dele assim minha cabeça encostado no ombro deles sentindo os passos dele então coisa gostosa de de lembrar e também outra coisa era que quando a gente melhorou um pouquinho a situação morando em curitiba a gente ia visitar muito a avó era a mãe da mãe eram tradução assim sempre no final do domingo ir pra lá na casa dela e aí nós íamos de lambreta claro que não tinha os oito filhos só tinha devia ter uns cinco nessa época cinco pras seis filhos e aí a gente ia todos na lambreta tudo e aí ele ele é a mãe a mãe com filho no colo e é outro um irmão na frente na perna do pai ali um irmão de cada lado e atrás da quantos filhos do lambreta era cinco que do bairro são pedro até vila são jorge sei lá não é pelo portão ali chegava lá na daí pegava que ia cidade industrial são jorge do tio neno mora a vó sempre morou ali que a gente lambreta ninguém bateu uma foto da época assim mas hoje eu vejo uma foto de ver coisas da china assim eles carregando bastante gente desse jeito mas a família porque se o pai e a mãe não ia no lugar que não podia levar todos eles não iam que não deixava ninguém pra trás na casa de vizinho nem nada eles fria e tudo então como eu não tinha ônibus hoje às vezes não mesmo no bairro que nós morávamos te entenda bem bastante pra pegar um ônibus não tinha que ter uma locomoção e eles no começo era só lambreta né aí depois que foi conseguir um carro foram melhorando aí a gente passou solteira mas passou mais de carro mesmo viajava sempre na globo os parentes né no ano festa da igreja e é muito e é muita instrução também eles fazem excursão eu tava um ônibus e íamos pra festa da igreja lá da da onde eles eram e mais alguma história mas se lembrar depois gabi e queria perguntar se o que da dos seus pais né vive em você hoje aqui nós nós natural assim que que dos seus pais vivem em você do jeito que não sei mais ela cuidava conversa com as pessoas né era bem amiga com os parente assim né e ela trabalhava no armazém que ela trabalhava ali ela que fazer as negociações e era caprichosa limpava bem e deixar tudo bem cuida de mim o que vive nela seria a mesma coisa facilidade de mexer com um trabalho com dinheiro as coisas assim seja isso pra mim não eu não sinto cansaço se tem um prazer trabalhar ali né então e ela mesma coisa pra ela é uma distração trabalhando
O nome de meu pai é Paulo Sabatke Filho, nascido em Mafra (SC), em 22/07/1951.
Minha mãe chama-se Zélia Aparecida Sabatke, nascida em Água Azul (PR), em 22/12/1956.
Meu pai crescer em Butiá do Lajeado, um distrito no interior de Mafra. Aos 12 anos foi enviado para o Seminário de Rio Negrinho (SC). Ficou lá por um ano e depois foi morar na casa da irmã mais velha, Izabel, em Mafra. Antes dos 18 anos foi para Curitiba (PR) para morar na casa dos irmãos enquanto se encaminhava profissionalmente, até prestar o serviço militar em 1970.
Meu pai é loiro, de olhos castanhos e 1,8m de altura. Seus cabelos ficaram brancos antes dos 40 anos. Sempre se cuidou muito, indo à manicure e fazendo todo tipo de dieta para se manter em forma.
Minha mãe tem cabelos e olhos castanhos e 1,6m de altura. Sempre se dedicou muito mais ao trabalho e aos filhos do que a si mesma,
Meu pai é expansivo e minha mãe é mais reservada.
Embora o casamento deles não tenha ultrapassado os 25 anos, seguem sócios da empresa que fundaram juntos. O valor que os uniu foi o de melhorar de vida e formar uma família que se apóia para progredir em todos os níveis.
Tanto meu pai quanto minha mãe são muito trabalhadores. Este é o principal tema de interesse deles.
Ao mesmo tempo que a história deles foi uma inspiração para mim, também é um alerta.
Valores: de fazer tudo certo, de manter relações através dos altos e baixos da vida.
Foi logo que ele se conheceram. Na época meu pai tinha saído do quartei e morava na casa de um irmão na Vila São Pedro e trabalhava com ele como auxiliar de serviços gerais na lanchonete do centro acadêmico de estudantes de medicina da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR). De tanto ver os méditcos e estudantes bem vestidos, de branco, também começou a se vestir. Tinha até uma carteirinha falsa de terceito anista de medicina.
Foi assim que se apresentou à minha mãe, a moça que trabalhava na venda da família na Vila São Pedro.
Quando o namoro começou a engatar, ela resilveu fazer uma visita surpresa a ele na faculdade e a história foi passada a limpo.
Meu pai foi minha paixão por muito tempo. Com a chegada da maturidade, consegui começar a observá-lo com um ser humano. Acredito que ele também esteja me vendo assim agora.
Em função desta grande paixão infantil, minha mãe e eu estabelecemos de longa data uma relação de rivalidade. Com a maturidade, isso abrandou e estamos cada vez mais próximas.
Meus primeiros passos
Sim, eu sou a mais velha de 5 irmãos. Eu nasci em 1975 e depois de mim, em 10/05/1979, chegou o Paulo Sabatke Neto, meu companheiro de uma vida toda. Depois disso, minha mãe teve vários problemas de saúde e as três gestações seguintes foram muito acidentadas, tanto que nenhum destes filhos sobreviveu.
Minha relação sempre foi com o Paulinho, que eu chamava - e ainda chamo - de Pinho. A gente brigava muito! Acho que brigamos tudo que tínhamos que brigar naquela época. Eu era magrinha, de cabelos escurtos. Ele, mais rechonchudo, de cabelos loiros: o "grãozinho de ouro" de nosso avö Paulo.
Como eu falei, as últimas três gestações de minha mãe foram muito acidentadas. Em 1980, a Paulinha, veio a óbito dentro da barriga de minha mãe na última semana de gestação, devido a uma eclâmpsia. Depois do parto normal da criança morta, minha mãe ficou inconsciente na UTI. Eu e meu pai fomos enterrar a irmãzinha num caixão branco do tamanho de uma caixa de sapato. Um mês depois, minha mãe voltou para casa e não lembrava da coisas, O tempo se passou, ela engravidou novamente e perdeu antes dos três meses de gestação. Uma nova gravidez, em 1982, eu escolhi o nome do maninho: Renato. Ele nasceu em 3/01/1983, num parto de muito risco. Logo nos prmeiros meses de vida, começamos a notar que ele tinha convulsões enquanto mamava. Ele recebei todo o tratamento disponível na época e conseguiu viver até os 9 anos. O diagnóstico era disritimia cerebral e as convulsões foram ficando cada vez mais graves. Ele faleceu em janeiro de 1991.
Sim, tínhamos muitos primos. Do lado do meue pai, quase 50. Alguns já adultos. Vivíamos a infância em Curitiba muito próximo aos familiaes, tios, tias, avós maternos.
era uma alegria muito grande assim viver no meio da família né pra uma criança pequena então era tudo mais ou menos no mesmo bairro sabe na vila são pedro estou na rua de baixo do mercadinho da vó o mercadinho do tio tio avô os primos ali pelo meio daí nas ruas de cima tinha os outros tios da parte do pai os filhos dele uma bagunça quando juntava a família pra comer daquelas mesas grandes e eu me lembro que tinha sangria pras crianças tomar né quero suco feito de de vinho né suco e enfim são memórias muito gostosas assim de uma época que não volta mais né na época que a gente morava em curitiba
meu nome completo é joyce catarina sabatke
ai fui muito esperada né a primeira filha a primeira neta do lado da da vó materna né sempre fui xodó da da mãe da minha mãe nasci de parto normal fui muito querida assim né tem uma uma história que quando a minha mãe chegou comigo no colo da maternidade juntou o pessoal da vizinhança pra olhar e uma senhora tentou pegar ela do meu colo assim uma vizinha meio desequilibrada e que até roubava a roupa do varal roupa de neném sei lá qual era a problema que a mulher tinha né mas foi uma situação que a minha mãe se viu
naquela época a minha família morava na vila são pedro é numa casinha que fazia parte dos imóveis que meu vô tinha pra alugar era tipo do cortiço assim na casinha pequena foram a casinha dos nossos primeiros anos né até que meus pais conseguisse construir a casa própria que foi mais ou menos ali por 79 quando meu irmão segundo irmão o paulo neto nasceu
essa casa construída pelos meus pais na rua jerônimo tadeu na vila santa inês no bairro boqueirão uma casa que ela tinha 2/4 quero quarto do casal e o quarto dos filhos
a cidade curitiba nos anos 70 ela estava recebendo muitos imigrantes do interior né e a região que a gente morava era uma região dessas de expansão então muita gente vindo ocupando de forma ordenada ou desordenada né então no mesmo bairro ali tinha nossa vila que tava se organizando tava começando a canal esgoto né fazer o esgoto encanado enfim
a minha primeira escola foi a escola municipal érico veríssimo aí dentro dessa região ali no boqueirão e era uma escola municipal que atendi toda essa clientela né as crianças da vila as crianças da cohab que crianças da favela então foi um início de vida já entendendo que o mundo é diverso né que tenha singularidades que tem diferença e entender os meus privilégios assim de ter pai e mãe pai e mãe alfabetizado
ah tinha professora do primeiro ano que uma baixinha assim bem rígida que o que ela falou no primeiro dia de aula me estimulou estudar o máximo que eu pudesse nessa vida e a professora do segundo ano ela me estimulou a ser artista né então foram duas pessoas que me marcaram muito assim nessa fase
eu não lembro muito do relacionamento com os meus colegas nessa fase dessa escola né dessas primeiras escolas depois pra frente quando eu mudei de bairro a gente foi mais pro centro fiquei um ano numa escola estadual na francisco xavier da silva depois eu fui a fazer a quarta série na tia paula aí lá eu interage mais com as pessoas né e só depois na quinta série com a gente muda pra santa catarina se fique em itajaí que daí eu fiquei a quinta a sexta sete oitava
eu gostava dos meus cadernos né quando eu comecei a escola não sei porque mas era um padrão de encadernar os cadernos no início do ano letivo com o papel verde era um padrão assim botar etiqueta né depois foi passando e assim que marcou mesmo o meu ginásio foi a relação com os livros né eu li a bíblia biblioteca infantil da do colégio aplicação do sesc eu devo devorava livros eles foram meus grandes parceiros
sim eu sempre fui uma excelente aluna sabe sempre muito dedicada muito cbf quando eu termino o ensino médio passo no vestibular eu passei em primeiro lugar geral da universidade e deixei a sua universidade pra trás e fui pra federal porque tinha passado na federal que era muito mais difícil né então sempre fui muito dedicada
como eu falei gostava muito de ler né era minha minha diversão a minha fuga eu ficava trancada no meu quarto lendo foi uma fuga sim né não tinha muitos hobbies eu tentei jogar vôlei mas era desastrada
e práticas religiosas eu fiz a primeira comunhão em curitiba e depois eu fiz a crisma itajaí mas o básico assim não não era nada que imobilizasse muito não me identifiquei muito não encontrei minha turma por lá
sim sempre foi muito com a família né até porque meu irmão era doente então a gente ficava muito mobilizado né muito em casa trabalhando todo mundo junto na empresa então sempre foi muito com a família
olha não foi muito abalada na época que eu morava com os meus pais né primeiro que tinha um controle bastante rígido assim né de de saída começa sair com 15 anos no barzinho próximos e tinha que voltar às 10 enfim e daí com 16 o meu irmão morre e ficou um clima muito ruim dentro de casa né eu vivo convive com eles aí até os 18 anos chega época de ir pra faculdade né então assim sempre nesse nessa época com os pais tinham um dilema minha mãe fazia um drama muito grande com medo que acontecesse alguma coisa saísse tivesse um acidente enfim isso
é na minha cidade na época da quaresma né os bailes fechavam e daí todo mundo único diversão que tinha era o cinema da cidade né que eram dois cinemas um lado do outro e daí todo mundo ficava no centro pra assistir o cinema no domingo né então eu lembro que na minha fase de 15 16 era muito presente isso e os bailes também mais da sociedade né também dos 16 17 foi bem legal ah eu gostava muito do risoto que se fazia nos encontros de família
eu gostava muito quando tinha os casamentos da família eu quero festas grandes feitas no salão de festa da do paroquial da da igreja local né então na noite se fazer churrasco e no outro dia eles fazia um risoto eu gostava muito daquele risoto assim sabe o sabor de família reunida muito bom assim e na adolescência enquanto a minha mãe trabalhava começou a trabalhar na empresa eu eu cozinhava e fazer o almoço pra família então comecei a desenvolver um gosto por cozinhar
eu fui uma criança quietinha na minha infância porque a minha mãe e meu pai eles estavam muito mobilizados em cuidar da saúde do meu irmão e construiu um negócio pra que a gente pudesse ter uma vida melhor ter condições pra tratar o meu irmão pra manter a vida pra progredir né então eles empreenderam de várias maneiras a gente tava ali pelo meio né ajudando teve sim uma peripécia uma vez a gente tava prestando serviço na empresa de águas de curitiba e era era chegar à noite lá quando o pessoal já tinha saído do trabalho e tirar as cortinas e levar lavar as cortinas e depois recolocar então os adultos né e a minha mãe meu pai meu tio né e eu e meu irmão ficamos ali pelo menos e o que que eu fiz eu peguei uma chave de fenda e tinha uma mesa de reunião linda de diretoria e essa mesa apareceu riscada com a chave de fenda eu não lembro mas as mulheres da limpeza viram eu fazendo isso né e quando veio a público infinite o depoimento delas e meu pai teve que pagar pelo conserto daí ele foi conversar com todo jeito comigo né eu não neguei a autoria do atentado e eu tinha um saquinho de moedas assim e eu entreguei pro meu pai
o ensino médio cursei no colégio aplicação da univali e daí decidi que queria voos maiores queria ter mais liberdade então consegui passar no jornalismo da universidade federal então eu cursei o jornalismo lá quando eu termino jornalismo eu vou pra já tava trabalhando em redações net rádio com internet também e daí eu vou pra porto alegre trabalho nas redações do jornal de novo hamburgo do nh e depois trabalho nas
eu não me lembro dos sonhos que eu tinha quando era criança na quarta série teve um professor que estimulou a gente ia contar histórias né e eu pensei que de repente ser historiadora fosse algo pra mim né e a vida acabou me levando pro jornalismo que é uma forma de contar histórias também então acho que as histórias de vida ela sempre me acompanharam escrever também sempre me acompanhou né meu primeiro livro o fantasma político que eu publico ele em 2018 eu escrevi ele em 1986 quando eu tinha 11 anos eu não sei de onde veio esse aprendizado
eu amava escrever eu tinha os meus cadernos de adolescente que minha mãe guardou e eu tenho eles ainda hoje então o meu
o aprendizado mais importante que eu tinha que batalhar pela minha vida pelos meus sonhos que eu tinha que correr atrás