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Biografia da Tati

Meus antepassados

Os pais da minha avo materna se chamavam Silvio e Teresa. O Silvio faleceu alguns meses antes de eu nascer. Apenas conheço de nome e fotos. Minha avó conta que o pai dela era muito rígido. Ele tinha um bar no centro da cidade e trabalhava muito. Minha avó Teresa faleceu quando eu tinha 6 anos. Tenho poucas memórias dela e infelizmente não são muito boas. Ela estava com Alzheimer então eu só lembro dela falando coisas sem sentido (ela falava em italiano e eu nao entendia nada...) e ela sempre brigava comigo pelo jeito que eu estava segurando os bebês (que no caso eram apenas bonecas). Minha avó conta que a mãe dela veio da Itália com 10 anos. Após casada, ela era dona de casa. Meus bisavós tiveram 11 filhos, mas dois morreram quando criança. Dos 9 que sobraram, eu conheci todos. Já os pais do meu avô se chamavam Antônio e Dolores. Meu biso Antônio faleceu quando eu tinha 16 anos. Me lembro dele ser bem quieto, na dele. Eu sei que ambos eram muito simples e católicos. Ele trabalhou um bom tempo com meu avô, inclusive no final de sua vida (quando eu me lembro dele). Minha bisavo Dolores faleceu quando eu tinha 22 anos. Foi um privilégio tê-la por tanto tempo! Ela era maravilhosa! Muito faladeira, nunca parava. Ela era uma cozinheira de mão cheia! Me lembro muito desses bisavós. Eles fizeram muita parte da minha infância pois eu e minha irmã fomos as únicas bisnetas por mais de 15 anos. Me lembro deles chegando bem cedo na casa dos meus avós, colhendo café, depois torrando e moendo. Me lembro do cheiro de pão e do pudim incrível que minha bisavo fazia. Minha vo Dolores nasceu em 08/08/1927
Infelizmente não conheci nenhum dos meus bisavós paternos. Os pais da minha vó tinham uma história complicada. O pai se chamavam Delvino (mesmo nome do meu pai) e a mãe Leonor e Maria. A Leonor faleceu 40 dias após minha avo nascer, e então ela foi criada pela vó Maria, irmã do vô Delvino. Eu nao conheci a vó Maria, mas sei que era muito amável com minha avo, pois ela fala muito bem da mãe. Meu avô, inclusive, também sempre falava da sogra. Eu sei que meu pai chegou a conhecê-la, mas ela faleceu antes de eu nascer. Ja o vô Delvino, abandonou minha vó com a irmã e se casou novamente. A nova esposa dele não gostava da minha vó, então eles quase nao se viam. Eu sei que ele tambem faleceu bastante tempo antes de eu nascer e que minha vó tinha muita mágoa dele e da esposa. Por parte do meu avô, meus bisavós foram Antônio e Emerlinda. Meu avô me contava que seu pai fugiu de Portugal para o Brasil quando era adolescente. O nome dele era José Gervásio, mas aqui mudou para Antônio Nunes. Meu avô era o filho caçula de 7 irmãos. Nao sei muito sobre as profissões deles.
Ambos avós maternos ainda estão vivos e eu moro com eles atualmente. Minha vó se chama Flora. Ela tem 9 irmãos e são todos bem próximos, então temos uma família cheia de tios e primos. Meu avô se chama João Aparecido, mas o chamamos de Cido. Ele é o mais velho de 4 irmãos. Ambos estudaram apenas por 4 anos na escola, o que era equivalente até o ensino fundamental. Minha avó trabalhou em uma fábrica de tear. Meu avô em uma loja de material de construção. Eles se conheceram pois frequentavam a mesma igreja - inclusive são muito catolicos até hoje. Tiveram 3 filhos, minha mãe sendo a do meio. No ano em que minha mãe nasceu, meu avô abriu uma loja de materiais de construção e ambos trabalharam la até venderem em 2015. Minha vó Flora tem o cabelo vermelho, o que sempre me chamou muita atenção. Ambos são extremamente presentes na minha vida, inclusive moro com eles há 12 anos. As vezes nos estressamos com a convivência, mas o amor que sinto por eles é infinito! Eles me ensinaram muito sobre fé (apesar de eu nao gostar muito da mesma religião que eles), resiliência e compromisso. Nascimento: Vó Flora 17/03/1946 Vô Cido 25/02/1946
Também tive o privilégio de ter meus avós paternos comigo por boa parte da minha vida. Minha avó se chama Antonietta Catharina, nasceu em 01/06/1940 e ainda esta viva, porém tem Alzheimer há 6 anos. Meu avô se chamavam Vilardes, nasceu em 19/04/1933 e faleceu em 25/01/2022, após um câncer no pâncreas. Meu avô veio de uma família simples e acho que ele fez ate o colegial. Ele trabalhava como servidor público, inclusive era o diretor financeiro do hospital em que nasci e foi a primeira pessoa (após meus pais) a me ver. Minha vó veio de uma família muito rica e conhecida na minha cidade. Ela fez magistério e foi professora. Eles se conheceram em uma festa, quando minha avo tinha 16 anos. Eles namoraram por 4 anos. Meu avô sempre contou milhares de histórias de quando eles se conheceram e como ele era completamente apaixonado por ela desde o primeiro dia. Já minha vo tem um diário que confessa que ama meu avô só quando ele a pediu em casamento, após dois anos de namoro... sempre tiramos muito sarro dele por isso! Mas, no final, eles sempre me ensinaram muito sobre amor pois são completamente apaixonados um pelo o outro. Meus avós paternos são meus padrinhos, mas não me tratavam muito diferente por isso. Logo após eu nascer, ambos se aposentaram e eu tenho muitas lembranças deles viajando o mundo, me trazendo presentes e muitas fotos! Eles tambem foram muito presentes na minha vida, assim como meus avós maternos. Tenho milhares de boas lembranças com eles. Minha avo começou com o Alzheimer há 6 anos. Ela ainda se lembra de mim (e de todos da familia), mas ela perdeu o brilho que tinha e, como está sempre medicada, está sempre quietinha. A perda do meu avô foi a maior dor que ja senti. Eu quem estava no hospital quando o médico disse que ele tinha câncer e tinha poucos meses de vida. Dou graças a Deus por saber disso pois curti os 75 dias finais dele intensamente. Eu ia diariamente a casa dele e dormia la sempre que possível. Pude dizer a ele o quão maravilhoso ele foi, perguntar sobre sua vida e dizer que o amava. Mas mesmo assim, o luto me pegou muito forte. Apesar de eu saber que ele estava sem dor e em um lugar melhor, ainda choro quando lembro dele e sinto essa dor insuportável de não poder abraçá-lo mais. Também tenho inúmeras memórias deles e fica ate difícil de escolher uma só!
Minha mãe se chama Valéria Aparecida Biancarelli, nasceu em 09/09/1971 em Americana, SP. Meu pai se chama Delvino Antônio Nunes, nasceu em 24/05/1966 também em Americana, SP.
Ambos pais nasceram e cresceram em Americana, SP. Os dois são filhos do meio, com um irmão mais novo e um mais velho.
Meu pai é bem alto, cerca de 1,80m. Tem cabelos castanho escuro e olhos azuis, assim como meus avô. Porém, ele não passou para nenhum dos filhos! Minha mãe é baixinha, tem 1,55, cabelos castanhos claros, porém ela pinta de loiro e olhos castanhos. O cabelo dela é bem cacheado.
Meu pai era muito rígido e certinho, quando eu era criança. Quando eu estava na faculdade, ele fez terapia e mudou bastante. Ainda é rígido com algumas coisas, mas não como antes. Ele é mais reservado, não demonstra muitas emoções e nao compartilha muito sua vida. Não consigo me lembrar de muitas coisas importantes para ele. Acredito que uma boa carreira e ter filhos honestos e dignos. Minha mãe é muito alegre, demonstra mais emoções e, como somos muito próximas, sei tudo de sua vida. Ela gosta bastante de sair e curtir a vida. Minha mãe se importa muito com o sentimento dos outros.
Meu pai foi jornalista formado e atuou na área por um bom tempo. Dentro do jornal que ele trabalhava, foi subindo de cargo ate se tornar o diretor executivo. Quando saiu do jornal, abriu sua própria empresa de consultoria financeira - o que trabalha ate hoje. Ele gosta de se exercitar, assistir futebol e sair com amigos e família. Ele é da Umbanda. Nao sei muito de sua rotina diária, mas ele mora com minha madrasta (agora que todos os filhos saíram de casa) e é o principal apoio da minha avó. Minha mãe sendo formou em análise de sistemas, mas trabalhou em banco e depois com meus avós ajudando a administrar a loja de material de construção deles. Quando a loja fechou, ela se aventurou em várias áreas desde barras de access até terapia. No momento, ela trabalha com croche, produzindo bolsas, colares, gorros, etc. e vendendo sua arte online e em feiras. Ela ama sair com os amigos, assistir shows, assistir filmes e séries, e ficar com os netos. Minha mãe mora sozinha e não tem nenhuma religião específica. Às manhãs ela faz exercícios fisico e natação, e depois passa o dia produzindo as peças que expõe aos fins de semana.
Meus pais se conheceram quando minha mãe tinha 15 anos e meu pai 19. Minha mãe fazia aula de inglês com minha tia. Eles começaram a namorar e acabaram engravidando da minha irmã quando minha mãe tinha 16 e meu pai 20. Eles decidiram se casar, em julho de 1988, e minha irmã nasceu quando minha mãe tinha 17 anos e meu pai 21 anos. Honestamente, eu não consigo entender o que eles viram um no outro pois são o completo oposto! Quando minha mãe tinha 19 anos e meu pai 23 anos, eu nasci. Logo após, o casamento começou a piorar. Eles se separaram um pouco antes de eu completar 3 anos e se divorciaram em seguida. Eu não tenho nenhuma memória deles juntos e durante a minha infância e adolescência eles mal se falavam.
Definitivamente não. Como eu disse, nao tenho memórias deles juntos e durante minha infância e adolescência eles mal se falavam. Ambos foram muito presentes na minha vida, porém eles não se suportavam e tudo tinha que ser separado (aniversário, jantares, comemorações, etc)
O legado que meu pai me deixa é que é possível mudar. Nosso relacionamento foi muito complicado até os meus 20 anos. Então, ele fez terapia, e mudou muito - o que ajudou nosso relacionamento a ser melhor. Eu não acreditava que alguém como ele poderia mudar, mas ele me provou o contrário. O legado que minha mãe deixa é de resiliência e doação. Apesar do meu pai ser presente, eu e minha irmã moramos com minha mãe nossa vida inteira e acredito que não era fácil ser mãe solo. E ela sempre se doou muito para nós, emocionalmente e financeiramente, muitas vezes deixando de fazer coisas para ela para fazer para minha irmã e eu.
Meu pai era bem aventureiro quando eu era criança, me lembro dele incentivando minha irmã e eu a fazer coisas corajosas em nossas viagens a praia. Com minha mãe, devo ter um milhão de histórias para contar, pois somos muito próximas. Tenho ótimas lembranças de viagens, filmes, festas e mais festas, e no dia a dia.
Meu relacionamento com meu pai foi muito complicado quando eu era criança. Eu era muito arteira, ia mal na escola e era bagunceira. Ele detestava isso, me deixava de castigo, me punia as vezes fisicamente e as vezes verbalmente, e sempre me fazia fazer toda a lição que eu não tinha feito. Por isso, eu odiava ir com ele ou ter qualquer tipo de contato. Até eu acabar a faculdade, eu evitava todo o tipo de contato possível, mantendo apenas o essencial para continuar tendo a ajuda financeira. Então, ele foi na terapia, mudou, e começamos a construir nosso relacionamento de novo. Foi complicado! Mas hoje, após mais de 10 anos, temos uma boa relação. Hoje posso dizer que, de verdade, o amo. Nós nos falamos semanalmente e tento sempre visitá-lo aos fins de semana. Meu relacionamento com minha mãe é maravilhoso. Somos muito amigas, nos falamos várias vezes durante o dia, ajudo ela com as feiras de artesanato, ela me ajuda com qualquer coisa que preciso. Estamos sempre juntas.